_Nossa, seu coração tá disparado. Ou é o meu?-perguntou ele.
_É o nosso.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
_Larga esse celular, aqui não tem sinal, não vai pegar.- gritou a professora- Você não vai dançar assim, né? De óculos e com o cabelo desse jeito?
Soltou os cabelos, tirou os óculos. Não enxergava nada, pela miopia e pelo ódio que lhe subia à garganta.
Foi para o palco segurando o choro, por sorte enxergou quem ela queria nas duas cadeiras da primeira fileira. Teve a pior performace da sua vida, dançou mal, errou, dançou triste, sorriu em falso para não chorar ali mesmo.
Depois que a coreografia terminou cumprimentou as colegas por cima, foi arrancando a roupa e a maquiagem por trás da cochia, a professora gritava com ela e lhe deu um peteleco na cabeça dizendo:
_Tá vendo sua tonta? Seus pais tavam lá na frente te assistindo.
Mesmo assim isso não serviu de consolo, ainda estava magoada. Esperou que a professora e as colegas saíssem e desatou a chorar enquanto retirava os resquícios daquela dança macabra.
Os lábios tremiam de ódio enquanto lavava o rosto, parecia que sentia frio. O coração estava partido e a decepção era total. Viu as colegas tirando fotos de longe e nisto só conseguia pensar na frase daquela música: "We make she paint her face and dance."
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Uma vez a Iracema falou num comentário aqui o quão é interessante para esse mundo acachapante que a gente não se importe, que a gente não pense, que a gente não pense e reflita sobre o mundo.
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
"Quando alguém acha graça nas coisas, nem pensa na morte; mas quando alguém se sente sozinho, e velho, e desconsolado... aí tem medo de morrer. - disse Casy.
domingo, 8 de janeiro de 2012
_Filha, você tem um corpo bonito, você bem que podia usar um biquíni...
Quer dizer que quem tem o corpo feio não deve mostrá-lo e quem tem o corpo bonito tem obrigatoriamente que mostrar. Odeio essas imposições sociais, essa sociedade androcêntrica em que a mulher só vale de fato se for bonita.
Não gosto de biquíni, não gosto de ter que me depilar, por isso uso só maiô de shortinho.
Estou cansada dessa sociedade machista de merda, desse Rio Quente sem graça, desses restaurantes que não tem nada além de batata frita para vegetarianos,e de ser dependente financeiramente e emocionalmente...
Queria escrever algo melhor para este post, porém estou com a cabeça tão cheia e com tanta vontade de sumir e largar tudo e todos que ficou essa maré de desabafos costumeira.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Bom, são 4 anos de faculdade... e sinto que mudei muito de opinião desde então. Me envergonho muito de algumas coisas extremamente machistas e senso comum que postei nesse blog a alguns anos atrás, algumas eu até apaguei pra enterrar bem aquelas opiniões idiotas.
Cada dia acho que fico mais light com certas coisas que antes me grilavam... e fico mais grilada com coisas que antes eu achava natural, normal ou comum. Só posso dizer que embora eu tenha minha base de ter uma personalidade forte e ser chata pacas, a maioria dos meus pensamentos é mutante, evolui a medida que participo de novas discussões, conversas e que faço outras leituras.
To espantada sobre a quantidade de posts que fiz sobre temas relacionados ao amor. Só posso dizer que hoje não acredito mais nesse tipo de coisa como antes, não acho mais que sexo casual seja algo sem sentido, e to quase entendendo o que é o tal do poliamor... embora nunca o tenha praticado.
Minha preocupação ainda é fazer algo legal na vida... já realizei alguns sonhos, como ir num show do Mago de Oz.
Ainda quero a revolução... seja ela anarquista, comunista ou feminista... tanto faz pra mim, só quero que ela aconteça um dia. E provavelmente eu não vou estar viva pra ver.
Minha ideia ainda é comprar um motorhome e acabar minha vida numa comunidade hippie... e ser arqueóloga. Sou a mesma Nádia dos 16 anos, mas com um pouco mais de leituras e bases teóricas.
Pra quem me odeia vai tomar no cuzão... hoje to sem paciência pra gracinha. Ah, e façam um balanço da vida de vocês como eu estou fazendo da minha agora... ao invés de ficarem falando mal dos outros.